CÂMARA DE FAZENDA RIO GRANDE DEBATE DESAFIOS DA MATERNIDADE ATÍPICA E REFORÇA DISCUSSÃO SOBRE POLÍTICAS DE INCLUSÃO
A Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande realizou, na tarde desta sexta-feira (17), uma reunião pública para debater políticas voltadas à maternidade atípica. O encontro aconteceu no plenário da Casa de Leis e teve como pauta central a Lei Municipal nº 1884/2025, que institui o Dia da Maternidade atípica, celebrado em 10 de maio.
A secretaria municipal da Mulher, Marilda Garcia - mãe atípica e representante da causa na cidade - e o vereador Fernandinho (PP), são os autores da lei que busca ampliar o diálogo enfrentados por mães atípicas — mulheres que dedicam suas rotinas ao cuidado de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento e outras condições que demandam atenção contínua. A reunião contou também com a presença da Fabiana Barranco, representante do deputado estadual Alisson Wandscheer (PP), fortalecendo a articulação da lei entre diferentes esferas do poder público.
O vereador Fernandinho, na ocasião, pontua sobre a importância da reunião. “A reunião pública é uma oportunidade para ouvir a população e construir soluções efetivas. Se não tivermos esse diálogo, não conseguiremos políticas públicas. Por isso, o encontro com as mães atípicas é muito significativo”, destacou.
Entre os temas que foram abordados, no evento, estão a ampliação de políticas públicas voltadas à inclusão, além da necessidade de garantir acesso adequado aos serviços de saúde. Um dos pontos de atenção levantados pela advogada Flávia é a limitação no atendimento por planos de saúde, especialmente, em relação a sessões terapêuticas, como acompanhamento psicológico e tratamentos voltados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Na sequência, foram discutidos entraves no encaminhamento de pacientes para atendimentos especializados pelo sistema público, bem como a importância da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno Espectro Autista (CIPTEA), instrumento que assegura prioridade no atendimento e maior visibilidade às pessoas com deficiência.
E ainda foi debatido, o direito à continuidade dos tratamentos, sem substituições que possam comprometer o vínculo terapêutico, além do reconhecimento da sobrecarga enfrentada pelas famílias, especialmente pelas mães.
Por fim, o vereador Fernandinho e a secretária Marilda Garcia convidam as mães atípicas para a Semana da Mãe Atípica, que se inicia no dia 10 de maio, a fim de capacitar mães em diversas áreas, a fim de que possam complementar a renda familiar.
Matéria: Bruna Mendes Oliveira (Ascom/CMFRG), com supervisão e edição do jornalista Diego Fernando Laska (Ascom/CMFRG) e Foto: Bruna Mendes Oliveira (Ascom/CMFRG)